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Terremoto no Haiti 4 – CTF / SOS DRS no local do desastre 1 – A Missão Continua
Pe. Scott
Saudações de Porto Príncipe, Haiti
Ontem, 20 de janeiro, cheguei às 14h30 com a ajuda do Missionary Flights International (Voos Internacionais Missionários) e da AHVID (Associação Haitiana vivendo no Exterior para o Desenvolvimento). Estava acompanhado de Patrick Tomeny – um voluntário SOS DRS, técnico em medicina de emergência e estudante de pre-medicina e filho de dois amigos e patrocinadores de longa data do CTF – Dr. Patrick e Nelly Tomeny , de Tampa, Flórida.

Avião utilizado pelo Voos Internacionais Missionários para transportar-nos para o Haiti junto com os membros da AHVID
Enquanto o avião aterrissava Haiti, Patrick e eu rezávamos o rosário com as intenções mais recentes para a missão mundial). Realmente, estávamos rezando pela intenção para a década dedicada ao continente americano; esta década em particular é presentemente dedicada à crise no Haiti -
América
Intenção – Que o Senhor Jesus através da intercessão da Abençoada Virgem Maria, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Padroeira do Haiti, possa vir ajudar os atingidos pelo terremoto nesse país. Possa o Senhor ajudar todos os atingidos pelos desastres naturais e pelos provocados pelo homem nas Américas.
Que estivéssemos rezando por esta intenção no momento de nossa aterrissagem em Porto Príncipe é um bom presságio. O Senhor é bom – sempre!
Estou contente de voltar ao Haiti depois de minha experiência em Goniaves em 2004 – apesar das circunstâncias atuais. Chegar aqui vindo das Filipinas não foi fácil, nem partir do aeroporto de Porto Príncipe. Obrigado aos meus confrades Camilianos e muitos outros dos Estados Undos que facilitaram nossa chegada – em particular D’Ann Fisher e às famílias Krasula e Solomon em Júpiter, Flórida. Essas famílias têm sido grandes patrocinadoras desde quando nos conhecemos ao fazer um apelo de contribuição na Igreja de São Pedro em 2006.
Graças a Deus, meu confrade Pe. Marius (Burquina Faso) veio ao aeroporto em Porto Príncipe para nos resgatar quando Patrick e eu chegamos. Eu não queria andar até a comunidade Camiliana or tomar um taxi: o grupo que estava nas ruas fora dos portões do aeroporto não nos olhava de maneira amigável. Pe Marius esperou pacientemente no aeroporto internacional ao passo que nosso vôo chegava, com atraso de mais de uma hora, no aeroporto para voos domésticos.
Comunicação durante desastres é realmente um desafio!
Enquanto Patrick e eu estávamos no hangar antes de nossa partida da Flórida, eu havia conversado com o superior do Haiti, Pe. Crescenzo Mazzella, através do Skype. No final, chegamos salvos no Haiti, onde Pe. Marius nos encontrou. Graças a Deus.
A visão da pobreza do Haiti e os grupos de jovens vagando nas ruas me agrediram como uma bofetada, enquanto nos dirigíamos para a comunidade Camiliana. Eu estava mais ou menos acostumado à cena porque já havia passado um mês no Haiti, anteriormente. Mas grupos e jovens rapazes aparentemente sem atividade determinada criou-me um sentimento de desconforto e tristeza.
Patrick, Pe. Marius e eu rumamos para a comunidade Camiliana. Passamos por ruas e fizemos desvios. O tráfego estava pesado e a ponte na avenida principal estava fechada. Os mercados na rua estavam cheios de gente vendendo frutas, milho, açúcar de cana, etc. A única paróquia católica que vi no caminho – a Missão da Cruz – estava totalmente destruída.
Ao chegar, Patrick e eu cuidamos um pouco de nossa higiene e fomos para a capela. Lá, fizemos a adoração do Senhor no Santíssimo Sacramento, rezamos o rosário e então celebramos a missa para pelos que sofriam por causa do terremoto. Graças a Deus por esta oportunidade de adorá-Lo! Que nós possamos trazer algo que seja bom para essas pessoas em meio a esse sofrimento tão evidente.
OK. Agora é de manhã – outro dia – o Sol está nascendo. Ou talvez deveria dizer que o Senhor está se levantando – para Seu povo no Haiti e em outros lugares. E a Esperança existe por força disto. Veremos o que este novo dia nos trará. Fiquem ligados e, por favor, continuem rezando.
Traduzido por Elisabete Galembeck (Sao Paolo, Brazil)
Read Full Post | Make a Comment ( None so far )O Tufão Ketsana nas Filipinas – 1
por Padre Scott Binet MD, MI
CTF-SOS DRS está ajudando as vitimas do Tufão Ketsana, desastre devastador que recentemente caiu para a condição de tempestade tropical e que agora está na direção de um quarto país, o Laos, deixando um rastro de destruição e morte ao longo do sudeste da ásia.
Até a manhã de quarta-feira, as mortes causadas pela ira da tempestade somavam 325: pelo menos 246 nas Filipinas, 74 no Vietnam e 9 no Camboja.
Filipinas, o país mais atingido, começou na quarta-feira o lento processo de limpar a lama e retirar os destroços. Mesmo assim, os Filipinos mantiveram os olhos atentos a outra tempestade rondando o oceano Pacífico.
A tempestade Ketsana atingiu aproximadamente 2 milhões de pessoas e forçaram a evacuação de 567.000. Em certo momento, 80 por cento da capital Manila estavam embaixo da água depois de enfrentar os mais altos volumes de chuva dos últimos 40 anos.
CTF-SOS DRS já está nas Filipinas, prestando auxílio. Irmão Luca Perletti MI, membro tanto da CTF Central como da diretoria do SOS DRS nas Filipinas, coordenando a ação de ajuda juntamente com Fr. Charley Ricafort MI, líder do CTF Filipinas. Em conjunto com Fr. Ivo Aselmi MI, o Provincial da Província dos ministros dos Enfermos, e outros membros da CTF Filipinos (Fr. Rolly MI, Fr. Meng (também conhecido como Fr. Domingo Barawid, MI), Irmão Luca e Fr. Charley estão organizando a ação de assisténcia que já começou.
Os Camilianos, seus paroquianos e os que trabalham nas instituições Camilianas foram duramente afetados pela tempestade. Seis funcionários do St. Camillus Medhaven tiveram suas casas completamente destruídas, e também foram gravemente afetados os membros da comunidade Medhaven que se ocupam do programa de reabilitação em Tumana, Balubad e Mandalai. Da comunidade de 180 membros, cerca de 50 famílias desse programa são vítimas.
CTF Filipinas forneceu suprimentos iniciais de alimentos ás vítimas e os estudantes Camilianos levaram suprimentos de socorro a uma distrito baranguai em Marikina.
Um dos associados locais da CTF Filipinos — a Paróquia da Sagrada Familia (através da equipe de trabalho de Conscientização Urbana) — perdeu 70 paroquianos (na maioria crianças) e 650 famílias foram atingidas em Baranguai Silagan, cidade de Quezon.
Duas paróquias Camilianas da diocese de Antípolo (Sítio São José e Sítio Malaking Parang) foram muito atingidas pelo tufão e pelas enchentes que se seguiram. Cerca de 50 famílias das paróquias estão precisando muito de alimentos, remédios, utensílios de cozinha e talheres, bem como colchões, cobertores e material de construção para que reconstruam seus lares e meios de subsistáncia. CTF Filipinas está enviando um carregamento de assisténcia humanitária para o local e será utilizado pelas equipes de socorro para ajudar as famílias sinistradas.
SOS DRS está criando nos Estados Unidos um fundo específico para o tufão Ketsana, como também a CTF Central em Roma. Informarei dentro em breve as informações sobre essas contas. Da mesma forma, Fr. Aristelo Miranda MI — membro da CTF Filipinas — está no Canadá levantando fundos para socorro ás vítimas do tufão. O povo do Canadá já tem respondido aos apelos de forma generosa. Que o Senhor os abençcõe, e que Ele tenha piedade das vítimas do desastre. Vamos manté-los e as suas famílias e as equipes de socorro em nossas orações.
Fr. Scott Binet MD, MI
Coordenador Internacional – CTF
Presidente – SOS DRS
Read Full Post | Make a Comment ( None so far )Camilianos ajudam os atingidos pelo desastre na Taillândia 1
Um terrível desastre se abateu sobre o sudeste da Ásia em 26 de dezembro. A Tailândia foi um dos 12 países afetados. Nas seis províncias que compõem o sul da Tailândia, pelo menos 5.291 pessoas morreram das quais muitas eram tailandesas e estrangeiras, entre adultos e crianças. Cerca de 3.716 pessoas ainda estão desaparecidas: acreditamos que seus corpos jazem no fundo do mar. E pelo menos mais 8.457 pessoas estão feridas. Estamos em estado de choque diante desse terrível desastre.
Depois de dois ou três dias procurando informações sobre a tragédia e recebendo pouquíssimo retorno (devido a falta de organização por parte do governo e da Igreja), nós Camilianos decidimos partir para a área do desastre em uma caravana de 7 veículos, com a ajuda tanto do Hospital Camiliano (Camillian Hospital) e do Hospital São Camilo (San Camillo Hospital) de Bancoc. Quarenta e cinco pessoas foram para lá (4 médicos, 1 dentista, 15 enfermeiras, motoristas, grupo de entretenimento, Bro Amicale Rebellato (primeiro voluntário), Fr. Rocco Pairat Sriprasert, Fr. Ackrapan Nanthavanit, Fr. Pongsiri Sangvalpet, 2 Camilianos professos temporários e eu, Fr. Paul Cherdchai. Todos os que foram para o local eram voluntários. Carregamos nossas ambulâncias e vans com medicamentos, equipamentos médicos, água, tendas e alguns outros itens necessários, etc. Decidimos ir para a província de Phangnga, a mais devastada pelas ondas da maré sísmica. Acampamos a nossa equipe móvel em Ban Bang Moung, no distrito de Ta Kao Pa, a mais de 800 quilômetros de Bancoc. Levamos a noite toda (mais ou menos 12 horas dirigindo) para chegar lá apesar das estradas estarem em bom estado. Havia muito tráfego, principalmente de grandes caminhões. Saímos do San Camillo Hospital às 17 horas do dia 4 de janeiro de 2005 e chegamos às 5 da manhã do dia seguinte.
Quando chegamos na prefeitura do distrito de Ta Kao Pa, descansamos um pouco e rumamos para o campo de Bang Moung. Lá, encontramos cerca de 2000 pessoas (500 famílias) abrigadas em tendas. Já haviam recebido muitas doações: alimentos, água, roupas, equipamentos para cozinha,etc. Vimos que suas necessidades de saúde também estavam sendo bem atendidas, de modo que decidimos ir para outro local onde fosse necessário receber assistência. Partimos então para uma área mais rural da vila de Bang Sak onde 300 pessoas haviam sido desalojadas devido ao tsunami. Nesse local começamos a prestar auxílio médico à população, muitas delas crianças e velhos. Armamos nossas tendas junto à população e ali ficamos por 3 dias.
Quase todas as famílias da vila de Bang Sak perderam um ou dois de seus membros durante o desastre. Ouvimos suas histórias de tristeza repetidas vezes, uma família depois da outra. Sentiam-se rejeitados, um povo nativo sem muito nível de educação: fomos os primeiros a chegar lá depois de acontecido o desastre. Os Camilianos forneceram cuidados médicos às crianças e idosos e àqueles muito feridos e hospitalizados. Visitamos também outras pessoas em outros campos para oferecer-lhes apoio psicológico e espiritual. Organizamos jogos para as crianças para aliviar-lhes a tristeza e o sofrimento. Depois que começamos nosso trabalho com a população de Bang Sak, membros da igreja local começaram a chegar e a juntar-se a nós nesse trabalho. Eles não tinham tido condições de organizar sozinhos um grupo de ajuda. Perguntamos a eles sobre que mais assistência eles e as populações dos arredores poderiam estar precisando.
Muitas pessoas ainda estão traumatizadas pelo tsunami, mas neste momento parecem dispor de alimentos, medicamentos, água e roupas em quantidade suficiente. Tem havido muitas doações. As populações precisarão certamente retornar aos seus lares, onde então precisarão de habitações, instrumentos de pesca, barcos, redes, etc. Em outras palavras, elas precisarão reconstruir suas famílias.
Depois de 3 dias com essas populações e fazendo o que nos foi possível, nós, Camilianos concordamos entre nós que se a Conferência de Bispos da Tailândia nos pedisse para cuidarmos desta vila ou de qualquer outra, estaríamos prontos para oferecer nossa colaboração, para vivenciar o carisma Camiliano (a Conferência dos Bispos me chamou para uma reunião em 10 de janeiro). Constatamos que há muitas organizações que vieram para ajudar e devem partir em breve. Nós, Camilianos, agiremos entretanto de maneira diferente, cuidando dessas populações até que suas vidas atinjam um certo nível próximo da normalidade. Pretendemos estabelecer uma clínica móvel com equipamento médico necessário, medicamentos e uma equipe para auxílio psicológico e espiritual. Isto irá ajudá-los até que possam mudar-se para uma habitação temporária que será construída pelo governo.
Essa é a forma como estamos tentando corresponder como Camilianos ao desastre na Tailândia. Agradecemos a todos vocês que nos escreveram demonstrando sua preocupação em meio a esta situação trágica. Por favor, rezem pelas vítimas do desastre no sudeste da Ásia.
Fraternalmente,
Fr. Paul Cherdchai Lertjitlekha
Vice Provincial da Tailândia
Camilianos ajudam os atingidos pelo desastre na Taillândia 1
Read Full Post | Make a Comment ( None so far )Camillian Task Force na Indonésia

Garota de Aceh se alimenta no abrigo do campo de refugiados em Banda Aceh, no norte da ilha de Sumatra, Indonésia.
A CTF chefiada pelo Padre Dr. Scott Binet, médico, vai colaborar com a Agência da Conferência Episcopal para Emergências da Indonésia e com a Caritas para auxiliar no desastre que devastou Aceh.
Em 26 de dezembro de 2004, um terremoto de 9,0 graus da Escala Richter ao largo da costa oeste da ilha de Sumatra, na Indonésia, gerou tsunamis que, pelos últimos cálculos, matou mais de 150 mil pessoas.
A Camillian Task Force da Indonésia é uma das três frentes do trabalho que os Camilianos estão realizando na Ásia. Eles estão ainda ajudando as vítimas na Tailândia e na Índia.
Pedimos suas orações pelas vítimas dessas tragédias e pelo sucesso dos que estão ajudando essas comunidades.
Faça agora sua doação para ajudar as vítimas.
Camillian Task Force na Indonésia
A CTF chefiada pelo Padre Dr. Scott Binet, médico, vai colaborar com a Agência da Conferência Episcopal para Emergências da Indonésia e com a Caritas para auxiliar no desastre que devastou Aceh.
Em 26 de dezembro de 2004, um terremoto de 9,0 graus da Escala Richter ao largo da costa oeste da ilha de Sumatra, na Indonésia, gerou tsunamis que, pelos últimos cálculos, matou mais de 150 mil pessoas.
A Camillian Task Force da Indonésia é uma das três frentes do trabalho que os Camilianos estão realizando na Ásia. Eles estão ainda ajudando as vítimas na Tailândia e na Índia.
Pedimos suas orações pelas vítimas dessas tragédias e pelo sucesso dos que estão ajudando essas comunidades.
Faça agora sua doação para ajudar as vítimas.







